quarta-feira, 15 de julho de 2009

Returning (again)

Acho que esse vai ser meu primeiro post não apocalítico-pessimista-down-dark. :D
Há muito tempo li esse texto de Veronica Shoffstall (erroneamente atribuído a William Shakespeare) que traz uma ótima visão sobre o que é a vida, sem otimismos exagerados nem pessimismos "augustinianos" (vide Augusto dos Anjos). Bem, aproveitem:

"Você Aprende - Veronica Shoffstall

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e nem promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa... Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar. Aprende que realmente é forte. Aprende que tem valor. E você aprende e aprende. Com cada adeus você aprende"

Link para o original (em inglês) - http://www.yuni.com/library/docs/304.html

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cold war!!!

Olá a todos! Depois do longo período de hibernação volto a publicar no blog e agora com um tema "novo": Guerra fria.

Mesmo com os esforços de tantas pessoas para acabar com isso na década de 80/90, vemos mais uma vez estabelecida uma tensão geral ao redor do globo, onde o menor movimento descuidado pode desencadear uma destruição em massa e o caos completo.

Vamos ao cenário: nossos "chapas" da coréia do norte vêm, há alguns anos, testando o lançamento de mísseis nucleares, apesar da desaprovação geral. OS CARAS ESTÃO CAGANDO para aprovação!!! Pensem o seguinte: você é o ditador de um país e faz o que quiser. Você simplesmente pára de fazer algo simplesmente por que outro país falou? Dahhhhhh!!

A coréia do norte sofreu e sofre inúmeros embargos econômicos (tudo bem, alguns eles procuraram) e lá dentro eles querem é explodir tudo mesmo, "porque esses ocidentais não nos deixam viver em paz". Ou seja, a guerra é pessoal. Não é econômica e muito menos territorial.

Isso põe tudo numa situação difícil. É como negociar com um terrorista que só quer explodir tudo. Não existe negociação! Simples assim! E aposto que aquele ditadorzinho já está com o dedo no botão vermelho pronto para mandar tudo pelos ares.

Bem, adicione a isso o quadro político geral, onde, o que importa não é quem atira, mas quem vai tomar as dores. Exemplo, se nossos amigos do norte entrarem contra a coréia, automaticamente teremos Irã ao lado da coréia, países da OTAN ao lado dos EUA, países muçulmanos com a coréia e por aí vai. A Rússia vai aproveitar pra reaver territórios como geórgia, letônia, etc., e depois, é impossível saber o que vai acontecer!

Bem, se houver história depois de tudo isso, poderemos dizer que estivemos vivos num momento histórico!

Até a próxima!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Crise internacional

Depois de tanto tempo, estou de volta, e hoje pra expôr minha opinião sobre o fantasma que se aproxima da economia mundial.

Primeiro, gostaria de deixar clara minha indignação quanto a dependência que o mundo inteiro demonstra. Como pode um soluço na economia dos nossos "amigos" do norte causar tanto rebuliço no mundo afora? Quer dizer que se os caras forem para o buraco, eles arrastam o mundo com eles? Para pensar, não?

O perigo de uma recessão generalizada pode minar esforços de países como nossa pátria amada salve, salve em se tornar uma nova potência, porque convenhamos que o Brasil não está tão ruim das pernas. Mas se esse fantasma estender sua sombra para nosso continente, nossas indústrias vão ter que frear a produção, levando a um aumento de preços, alta da taxa de juros e inflação. Tá certo que posso estar falando besteira, pois não sou um expert em economia.

Agora vem a grande questão: ajudar os Estados Unidos a se reerguer ou jogá-los de vez no abismo do esquecimento? Uma chance como essa pode não aparecer duas vezes (que maldade, não?).

Acredito que algumas mudanças nas políticas econômicas e comerciais de todo o mundo se fazem necessárias frente a um problema que afetará a todos. Por que não dar mais espaço àqueles que tem capacidade? O Mercosul está aí para provar que podemos ser ruins, mas pelo menos estamos tentando melhorar. Talvez a alteração de algumas rotas comerciais e quebra de algumas barreiras ajude a todos. Já passou o tempo do protecionismo econômico e se queremos realmente uma economia globalizada, que todos tenham direitos iguais de comércio.

Quanto ao Brasil, precisamos aprender a negociar. Uma nação com a riqueza que tem exportar matéria prima e importar industrializado é o fim da picada. Para crescer é necessário investir AQUI, não lá fora (aprende lulinha), nem inventar estatais para aumentar as já gordas e cheias tetas do governo.

Na minha humilde opinião, já foi o tempo da grande potência: todo grande império nasce, cresce, atinge seu auge e despenca, oferecendo espaço para outros. Assim é o ciclo da história. Abram alas para os próximos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Mobilidade - Dádiva dos homens!!

Olá novamente,

Estou na primeira semana com meu novo brinquedinho, um Qtek 9090, e vou aproveitar para escrever um pouco sobre mobilidade.

Para mim não existe preço que pague o benefício de levar meus arquivos, trabalhos, projetos, etc., para todos os lugares. Essa dádiva que a cada dia evolui mais permite permanecer "in touch" o tempo todo, seja pelo celular, notebook, pda ou qualquer outro dispositivo móvel.

Para pessoas que não tem tanto tempo de parar em casa e usar o PC, dispositivos móveis são uma ótima opção, até porque o custo vem reduzindo drasticamente de uns tempos pra cá. Fora a facilidade de continuar um projeto em qualquer lugar, parar num cyber café, plugar o notebook e pôr a "mão na massa" naquele difícilimo projeto sem perder o fio da meada.

Sem contar a tecnologia desses brinquedinhos. Os dispositivos estão chegando na escala nanométrica e prometem ficar cada vez menores (porque será que todos do meio tecnológico tem síndrome minimalista?) e melhores.

Ah, não nos esqueçamos dos ramos de trabalho. Cada vez mais aumenta a procura para desenvolvimento de aplicações mobile, soluções de conectividade, etc.

As opções para estar conectado tornam bem interessante o uso de um dispositivo móvel. Opções como GPRS (não tão bom, mas quebra um galho) e EDGE permitem estar online o tempo todo e por um custo até razoável.

Bem, vou parar por aqui e pra vocês fica a dica: stay in touch and keep walking!!!

Até

terça-feira, 22 de julho de 2008

BPO - Até onde é possível?

Esse dias recebi a última edição da Info Corporate e me deparei com mais uma sigla para a sopa de letrinhas de TI: BPO.
BPO significa Business Process Outsourcing (algo como Terceirização de processos de negócio).

Pela tradução já começaram a aparecer inúmeros questionamentos e ressalvas da minha parte.

Imaginem vocês, donos de empresas, terceirizando processos críticos da sua empresa, como contas a receber, crm ou até mesmo produção? Não sei se sou antiquado demais mas venho de um tempo onde a empresa tinha que "rebolar" para administrar a si mesma.

Tá certo que se alguém sabe mais que você em algum setor, não custa nada pedir uma consultoriazinha para colocar o trem nos trilhos novamente mas entregar o processo inteiro para outro?

A área de TI já passou por outras fases de terceirização, como terceirização de hardware, datacenters, etc, e de processos menos críticos, como help desk e suporte (o nome Atento lembra alguma coisa?) mas a terceirização de processos críticos é quase como admitir que não se é capaz de tocar a própria empresa e de que outros façam aquilo que não conseguimos. Nesse caso, não seria melhor uma fusão?

Sei que é muito díficil às vezes implantar padrões internacionais, como ITIL, PMI, CMMI, etc, e que as contínuas tentativas costumam gerar frustrações irreparáveis e a desistência de adotar padrões de qualidade. Nisso sem dúvida o BPO ajuda, pois seu "parceiro" terá essas certificações e poderá prover um serviço com qualidade comprovada (imagino, claro). Mas existe o outro lado da história, onde o "parceiro" pode não trazer os resultados esperados e você pode ser obrigado a trazer o setor terceirizado para dentro de sua organização novamente. Nesse caso, o caos será completo, pois se não conseguia-se administrar antes, agora, totalmente desprevenido, será impossível.

Existem casos de sucesso utilizando essa nova prática, mas ainda apoio a capacidade organizacional de manter as coisas críticas coesas e bem planejadas, de forma a se ter o maior controle possível sobre elas.

Help desk é terceirizável, mas seu faturamento? Sei não...

E só para terminar, o BPO esbarra num fator totalmente inerente ao meio organizacional: PESSOAS!!! Se o controle de dados confidenciais dentro da empresa já é difícil, imagina com sua base de dados todinha na mão de um "estranho"?

Sempre existirão pessoas mal-intencionadas capazes de transformar uma idéia aparentemente inocente numa arma de destruição em massa.

Até a próxima

quinta-feira, 3 de abril de 2008

ClientDataSet: Heaven or hell?

Para todos os delpheiros de plantão, essa classe é com certeza a mais idolatrada (tanto que a microsoft copiou.. hehehe)

Um componente capaz de manter em memória um "micro bd", com indices, ordenação, agrupamento, etc.

Mas, apesar dos pesares, não é perfeito. Já encontrei alguns empecilhos com esse cara e de vez em quando, quando lembrar de algum, posto aqui.

1 - Em caso de erro de um reconcile erro, ele engole a exceção e passa direto como se nada tivesse acontecido. :)

2 - Aggregate fields: nunca tente interpretá-los como AsFloat. Sempre da problema. Faça um cast StrToFloat e trate valores como '' para conseguir o que quer.

3 - Utilizando o commandtext do componente: você pode passar parâmetros no commandtext e depois dar um fetchparams para criá-lo. Mas, se você troca o commandtext, dê um clear nos params da query senão da m#r#a!!


Bem, num lembro mais de um... Quando aparecer eu posto

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Release management

Aproveitando a deixa de um colega de trabalho, vou postar aqui algumas coisas sobre Release Management.

Mas que diabo é isso?

Resumindo, é como você controla as versões (releases) do seu software.
Existem alguns métodos para isso. Por exemplo, lançamentos de betas e RCs (Release candidates) para o pessoal testar e quando tiver estável, lançar um versão final.

Outro jeito é lançar uma versão e depois SPs (Service Packs - eita Microsoft) ou updates para corrigir bugs.

Bem, seguem alguns links para os curiosos e um pdf.

http://en.wikipedia.org/wiki/Release_Management_method
http://en.wikipedia.org/wiki/Release_Management
http://www.becta.org.uk/tsas/docs/fits_release.pdf