Estes dias estive pensando: uma empresa que desenvolve um sistema (como a empresa em que trabalho, a Softland) recebe uma série de pedidos de melhorias de funcionalidades e facilidades, para permitir um trabalho mais ágil.
Mas será que o que estamos fazendo é mesmo deixar o trabalho mais ágil ou estamos simplesmente alienando o trabalho do usuário?
Quantas requisições absurdas já recebemos que falavam quase para o sistemas "tocar" a empresa sozinha.. rs...
Quando uma empresa possui um sistema, os funcionários geralmente não querem saber como as coisas são feitas porque o sistema faz "sozinho". Se dá algum problema, a culpa é sempre do sistema. Mas como a culpa pode ser sempre do sistema?
Concordo que o software possui bugs. Óbvio, foi feito por um ser humano, e se um ser humano está sujeito ao erro, o software também está. Mas o sistema não funciona sem a entrada de dados. Dizer que o sistema "errou o processo" é como dizer que uma arma de fogo é capaz de matar as pessoas. Lembro até de uma cena de um desenho animado onde o protagonista (um agente do fbi se não me engano) coloca uma arma na mesa e diz: "Vamos arma, mate! Vamos lá, mate!". Sem reação da arma (obviamente) ele fecha dizendo: "Guns don't kill people. People kill people" (Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas).
Não sou contra o desenvolvimento de recursos que facilitam a vida do usuário. Ao contrário, eles devem existir. Se o computador é capaz de acelerar tarefas cotidianas, por que não utilizar esse potencial?
Sou totalmente contra o uso alienado de qualquer ferramenta.
Conhecer no minimo como as coisas acontecem, além de melhorar os processos também enriquece a sua experiência profissional e pessoal, porque aprendemos a pensar melhor nas relações que existem entre cada acontecimento.
Fico por aqui com um desabafo contra o descaso e alienação aos quais nós mesmos nos submetemos.
Até
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sexta-feira, 28 de março de 2008
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